mercredi 9 mars 2016

A VOCÊ QUE ACOMPANHA O BLOG DO VARAL!

Queridos amigos que acompanham há tempos o nosso blog do Varal!

Chegou o momento de mudar. Não tiraremos este blog do ar, ele ficará aqui neste mesmo endereço. Mas não será mais atualizado. Por que?

Porque agora vamos postar no Blog do Varal que fica lá no site do Varal do Brasil!

Oba!!!
Olhem só:

http://varaldobrasil.ch/blog-do-varal-2/

É lá que postaremos, sempre de forma gratuita, os releases de livros, convites para eventos, textos sobre escritores e artistas em geral e muito mais.

Você nos envia, é cultura, é literatura, nós divulgamos!

Vem conosco, vamos para o novo espaço que o canto é de todos nós!

http://varaldobrasil.ch/blog-do-varal-2/

Até!

VENHA PARA A EDIÇÃO DE MAIO DO VARAL DO BRASIL!

Estão abertas até dia 25 de março as inscrições para a edição de maio da revista Varal do Brasil.
Traremos nesta edição o tema AS QUATRO ESTAÇÕES.
Você poderá falar das quatro estações juntas ou separadamente, também poderá escrever sobre o clima, o tempo, como as estações influenciam em nossas vidas e muito mais!
Não sabe como faz para participar?
Leia aqui:
http://varaldobrasil.ch/revista-faq/

Toda participação é gratuita! Seu (s) texto (s) pode ser em verso ou em prosa e não precisa ser inédito.
Envie para: varaldobrasil@gmail.com



ATIVIDADES NO CONSULADO DO BRASIL EM GENEBRA



A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO


LANÇAMENTO DE LIVRO


ALMOÇO-PALESTRA UBE


lundi 7 mars 2016

NOSSA HOMENAGEM ÀS MULHERES!




Olá gente amiga!

Chegando até vocês a edição de março da revista VARAL DO BRASIL, edição completamente dedicada à Mulher!
Mais de duzentas páginas de puro prazer e com muita informação: contos, crônicas, poemas, artigos.... Vocês certamente terão bons momentos de leitura!
Leiam na revista:

·         Varal Estendido: Uma visão sobre a desigualdade
·         Mulher de 30: As tirinhas inteligentes e alegres que estão conquistando a internet!
·         Violência contra a mulher: passado ou presente?
·         Hedy Lamarr, bem mais que um rosto bonito do cinema!
·         Toda a poesia dedicada às mulheres, por homens e mulheres cheios de inspiração
·         Dia internacional da mulher; História do 8 de março
·         Feminismo, o que é?
·         Machismo feminino: isto existe?
·         Carolina de Jesus, uma escritora nada comum
·         As mulheres no mundo POP
·         As mulheres em todas as suas idades e em todas as suas cores
·         A mulher e o mercado de trabalho
·         Madre Teresa de Calcutá: A bondade em seu estado mais puro
·         A mulher na sociedade, na política e na luta por seus direitos
·         Grandes escritoras brasileiras
·         A ditadura da beleza
·         Mulheres que ajudaram a mudar o Brasil
·         As mulheres de fibra que aconteceram nas mudanças mundiais
·         Estudos sobre Maria Firmina dos Reis
·         O papel histórico, político, social e cultural das mulheres
·         ... e muito mais!


Cliquem no link abaixo para ler e/ou baixar gratuitamente a revista:



Desejamos a vocês uma excelente leitura!

Todas as edições do Varal do Brasil estão disponíveis para ler e baixar gratuitamente no site www.varaldobrasil.com

*Vários autores tiveram mais de um texto publicados nesta edição especial.

Divulgue a revista Varal do Brasil, encaminhe para seus amigos, publique em seus blogs e sites, faça correr pelas redes sociais! Unidos levaremos a literatura cada vez mais longe!

MULHERES PARA SEMPRE

Mulher, a prerrogativa matutina para quem se ama.
O privilégio de quem a ama.
O soluço da emoção incontida, o suor que da testa goteja, para quem dela se despede.
            MULHER:   TODAS   AS   ALEGRIAS,  TODAS   AS   AGONIAS.
           
Quando eu era pequenino me enroscava na saia da minha mãe e sabia que estava protegido, que dali ninguém me tiraria. Aquele regaço era o meu berço, meu tesouro, e minha cidadela.  Quando cresci, fiz a mesma coisa, só que desta vez com a saia da mulher que eu amava. Sentia-me resguardado e defeso para todas as tempestades, seguro de que não haveria nenhum dragão que pudesse me arrebatar, levando-me para passear compulsoriamente nas asas da traição.
            A mulher amada engole a língua de fogo, e de volta cuspe na cara do ingrato, que voa célere para longe do perigo da defensora, a leoa de todos os filhotes, de todos os amantes, dos amados e dos indefesos. Mulher, a gladiadora invencível que perdura habitando as arenas dos justos, para lobrigar os incautos sorrateiros, que violam o silêncio da noite para perpetrar a maldade.
            A mulher é a estrada da divindade, o alcance da orla Divina, a pureza de todos os sonhos sonhados e por sonhar. Sua saga é o perdão e a caricia que envolve soluções saudáveis e resultados inesperados. A panaceia para todos os males que aflige os homens, o cordeiro de Deus, e o caminho para a felicidade. Ela deve ser exaltada todas as manhãs, como se oração fosse para começar o dia.  O plenilúnio que deve nortear nossas ações sob a luz que alumia nossos corações, nossos sentidos e nossas vontades.
            A pureza e o perdão, a franqueza e a lassidão.
            Sem a mulher, a vida é uma metade, aquela metade estragada para consumo, dividida com a injúria do desprazer. Sem ela fica faltando o afago nas horas difíceis, a consolação nos momentos de dúvidas, o acarinhamento nas ocasiões em que sofre o ambulante, quando suas ações não são reconhecidas.
            MULHER  O  HAUSTO  VIVIFICADOR.
            ...COMO VIVER SEM ELA!!!


Anchieta Antunes   -    março de 2016.

CONVITE


EM GENEBRA: CURSO CUIDADOS COM CRIANÇAS


vendredi 4 mars 2016

CRÔNICA DA URDA

Filha da malária

                                   Costumo dizer que sou filha da malária. Nos tempos antes de eu nascer, a malária era endêmica aqui no Vale do Itajaí, e meu pai não foi lutar na Segunda Guerra Mundial e permaneceu vivo para me gerar porque, a cada vez que uma leva de soldados embarcava para o front na Itália, ele estava tão mal de saúde, com uma nova crise de malária, que não podia embarcar.
                                   Tem mais coisas sobre a malária na minha história: soldados doentes eram internados no hospitalzinho que o exército mantinha em frente ao quartel, à rua Amazonas, em Blumenau, onde eram cuidados até melhorar, mas cuidados de uma forma bastante rústica: quinino, arroz e feijão. Era aí que a minha mãe aproveitava a ocasião: munida de guaraná e finos doces da Confeitaria Socher, ela conseguia licença para visitar aquele rapaz bonito, e se não o conquistara antes, fê-lo com as suas delicadas guloseimas, que o convalescente das muitas febres devorava, deliciado. Ela contou-me os detalhes de tais atos de audácia quando já passava dos oitenta anos. Não deu outra: acabaram se casando e se estou aqui, hoje, devo muito à malária!
                                   Assim, produto da malária, acho que devo dar um depoimento, aqui, sobre o que se passou com aquela endemia – pelo menos a parte que sei.
                                   Nasci em 1952, e não sei se foi pouco antes ou pouco depois que nasci que a malária foi posta a correr da minha região. Minha mãe me contava como, em algum momento, a campanha contra o mosquito que transmitia a malária se tornou tão séria que, árvore por árvore, neste vale que ainda está cheio de mata, mas que tinha muito mais mata então, subiu-se a cada uma e se estirparam bromélias, caetés e quaisquer plantas que armazenassem água entre as suas folhas, para que o mosquito não pudesse se reproduzir. Eu, criança, fascinada, ouvia as histórias e mal podia crer que tal coisa hercúlea tivesse acontecido bem ali onde vivia, um pequeno vale rodeado de morros ainda cobertos de mata nativa.
                                   Mas não eram apenas as histórias ouvidas – cresci num mundo em que, periodicamente, se a gente quisesse ou não, o pessoal da malária vinha subindo a rua, entrando em cada casa e enchendo tudo de nuvens de veneno contra mosquito. As mães não gostavam muito quando aquilo acontecia, pois a casa virava uma bagunça, mas não havia o que reclamar – as casas tinham até um número, na parede, que era o número que o serviço contra a malária colocava, em tinta preta, para melhor controlar a pulverização venenosa. Aprendi a palavra “inseticida” com o pessoal do serviço da malária. Tal acontecia na década de 1950, e, tanto quanto me lembro, continuava acontecendo no começo da década de 1960.
                                   O tempo voa muito rápido, e a minha lembrança seguinte é da década de 1980, quando ainda permanecia funcionando, em Blumenau, o Serviço de Proteção contra a Malária (se não me engano, esse era o nome completo – a gente abreviava, dizia que era “o pessoal da malária”. O último endereço dessa gente de que me recordo foi uma casa à Rua Hermann Hering, bairro Bom Retiro.
Aí pela metade da década de oitenta, lembro da sensação que foi o aparecimento de UM caso de malária em Blumenau. O que foi, o que não foi – num instante foi explicada a situação – tratava-se de pessoa que viajara recentemente ao Mato Grosso, se não me falha a memória. Malária importada, portanto, que a nossa estava bem e bem debelada.
Agora temos aí a dengue, a chicungunha e a zika, tudo num mosquito só. Disseram-me que o mesmo mosquito é capaz de transmitir, também, a febre amarela. Pôxa, gente, se fomos capazes de botar a correr o mosquito que transmitia a malária, o que falta para botarmos a correr esse outro também? Quase não acredito que ainda tem gente que não está nem aí para o perigo.
Vamos pegar junto! Apesar de ser como que um produto da malária, eu nunca tive uma febrezinha só. A gente querendo, o mosquito some.
           
            Blumenau, 23 de fevereiro de 2016.


            Urda Alice Klueger

            Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

VEM AÍ NO CONSULADO-GERAL EM GENEBRA


jeudi 3 mars 2016

VENHA PARA O VARAL!

VARAL DO BRASIL E A LITERATURA SEM FRESCURAS!
Nossa história em 59 capas, quase sete anos de existência e muita, muita atividade literária.
De Genebra para você, onde você estiver!
Porque a literatura se torna importante quando atinge a todos.
Varal do Brasil, desde 2009 fazendo literatura para todos!
Venha participar conosco, leia no site do Varal as datas e os temas para as próximas edições.
E-mail do Varal: varaldobrasil@gmail.com

CONVITE

HOMENAGEM A MULHER

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